THE SWELL SEASON - Strict Joyhttp://www.mediafire.com/?2zfyzwblmoz
[novo álbum do casal do filme 'Once - Apenas Uma Vez']
THE SWELL SEASON - Strict Joy

dos meus pet-sounds eternos para um air guitar e um karaokê-esganiçado no chuveiro...), desde a noite em que a melodia de "Little Babies" me deu uma insônia dos diabos por ser tão malditamente inesquecível, desde os momentos em que o crescendo e a catarse absurdos de "Step Aside" me lembraram de que o rock'n'roll é capaz de nos arrancar lágrimas, desde... bem, desde muito tempo atrás que eu guardo esta bandaça como uma das mais queridas de todas as que já conheci.
Lançado em 1992, Blues For The Red Sun foi o segundo — e melhor — disco da curtíssima e ensurdecedora carreira do Kyuss (pronucia-se "cáius", a propósito). Talvez você tenha ouvido falar dos caras como sendo “a primeira banda do cara do Queens of the Stone Age” ou “aqueles doidões que tocavam no deserto”, ou quem sabe como “os precursores do Stoner Rock”, ou algo que o valha… mas o Kyuss merece, com certeza, muito mais que isso na história do tiozão barrigudo que é o rock and roll.
Na época com dezenove aninhos, Josh Homme já mostrava em Blues todo o peso malemolente de sua guitarra. Aliás, na minha humilde opinião subjetiva, nunca mais (e eu disse NUNCA MAIS) desde então o cara soou tão certeiro em seus riffs. O peso bíblico de Writhe, Apothecaries' Weight e Molten Universe que o digam. Mas o grande mérito do Kyuss daquela época — e do disco aqui pirateado, por conseguinte — sobre o Queens, por exemplo, foi contar com muito mais do que a habilidade do molecote Homme para fazer seu barulho.
Diferente das rainhas chapadas de hoje em dia, a banda que gravou Blues contava com um vocalista de verdade, um batera até hoje apontado como influência em som pesado (e baita compositor também) e um baixista que sabia inserir groove verdadeiro no meio da pancadaria. Todas as músicas do disco têm um esmero instrumental impressionante, mas sem a frescura tão peculiar e contraditória do metal atual. Muito mais que seguir o esquema intro-verso-refrão, o Kyuss subvertia as estruturas da música popular, cagando montes pra necessidade de achar refrões ganchudos e congêneres. Aliás, as cinco músicas instrumentais espalhadas por seu segundo disco conseguem a façanha de serem alguns dos pontos altos da bolacha. Ouça Catterpillar March e tire a prova. Todo o trabalho perfeito dos instrumentos, no entanto, não tira o mérito de John Garcia, vocalista esganiçado-agressivo que, nas ocasiões em que aparece cuspindo seus impropérios, faz você entender por que o Kyuss não decidiu ser “só” uma banda instrumental.
É só pra encerrar a seção de comparações covardes; durante toda a audição do disco percebe-se que aqueles barulhinhos gravados lá no fundo nas músicas do QOTSA também não são tão novidade assim. Aliás, aqui eles ajudam a fornecer o forte tom psicodélico-do-deserto, que ficou bem mais acentuado nos álbuns seguintes do Kyuss, e são essenciais para completar o clima de Black Sabbath em jam psicodélica do disco.
Não que mude alguma coisa, mas o fato de que a banda alcançou tudo isso quando seus principais compositores ainda nem tinham chegado na casa dos vinte é de fazer muito músico por aí entrar em desespero. E nem pense em contar pra eles que Blues For The Red Sun foi considerado um dos 50 álbuns mais pesados da história pela revista inglesa Q. Se você é músico, foi mal. Se não é, baixe a bolachinha agora, ignore o que é “afinação baixa” e divirta-se enquanto tenta descobrir como bater cabeça e rebolar ao mesmo tempo…
[Nota pós-cagada: avisado por nosso excelso administrador, o sr. Lux Lúcio, tomei conhecimento de que este disco já havia sido postado no Depredando. Duas vezes. Sendo assim, vai também o resto da discografia dos minino pra não ficar muito feio.]



Wind-Up Canary (2006), seu álbum de estréia, lançado pela pequena HUSH Records, teve repercussão mínima dentro do circuito indie – o que é uma pena e constitui uma pequena-grande injustiça, já que o disco, absolutamente sublime e encantador, merecia ser recebido com uma salva de palmas mais intensa de público e crítica. Na linha de Regina Spektor, Aimee Mann e Fiona Apple, mas incluindo também influências mais ancestrais de Joni Mitchell e Chet Baker, a mocinha cometeu um álbum de doçura e poesia capazes de comover até os corações mais empedernidos.
Ainda com 20 e poucos anos de idade (ela é de 1985), Casey permanece ainda bastante obscura fora do circuito independente e vai lentamente galgando degraus rumo ao devido reconhecimento. Nesta entrevista exclusiva concedida por e-mail, a cantora narra um pouco seu passado como "criança prodígio", destaca sua paixão pela literatura e pela poesia, comenta a respeito do processo de composição das letras, pondera a respeito de seus planos para o futuro e sua relação com o sucesso comercial e a indústria da música, entre outras coisas. Voilá:

Casey: Eu aho que os personagens se originam de uma base de dados de observações pessoais cotidianas - coisas que eu noto em pessoas que amo ou pessoas que não conheço. Eles também têm a tendência de derivar de eventos ou lugares - acho que muitas vezes quando estou escrevendo sobre uma pessoa estou na realidade escrevendo sobre muitas pessoas ao mesmo tempo. Mas eu não tenho muita certeza sobre de onde eles vêm - algumas vezes certos personagens são imediatamente visualisados, outros precisam de tempo para serem filtrados e se materializarem fora da névoa da minha memória. Eu procuro não analisar demais isto, pelo medo de que um dia estas visões possam desaparecer! Eu não sei se você está se referindo a eles como crianças porque eu os tive nos passado - mas essa seria uma comparação adequada. Eu acabo vinculada e conectada a eles de um modo tal que é difícil pra mim separá-los de mim mesma. Eu unicamente tento "criá-los" de um modo que eles possam ficar de pé por si mesmos, e dar a eles o máximo que posso antes que eles sejam lançados para o mundo.
Wind-Up Canary (2006)
Phylactery Factory (2008)
MOUNT EERIE - Wind's Poem
KRIS KRISTOFFERSON - Closer to The Bone
GIRLS - Album 

Os primeiros artistas a bater às portas de Gordy foram os Miracles. Para sermos mais precisos, eles se chamavam The Matadors e um ano antes do pedido de empréstimo apareceram na editora musical onde Gordy trabalhara. Os proprietários da editora mandaram os rapazes passear. Gordy, a princípio, ficou atento ao corpo ajeitadinho da vocalista Claudette. Depois descobriu que ela namorava o matador-líder - um rapazote de 17 anos chamado William Robinson. E mais, detectou talento no rapaz. Os colegas de William o chamavam de Smokey (algo como "enfumaçado") por causa da pele clara e dos olhos verdes.


Terceiro de uma família de 6 irmãos de Michigan, Steveland Morris ficou cego por causa de um acidente tolo: a enfermeira da maternidade emq ue sua mãe o deu à luz o deixou tempo demais na incubadora. A falta de visão, contudo, nunca atrapalhou seu bom humor. Pelo contrário, Stevie até fazia piadas a respeito disso. Uma de suas diversões prediletas era adentrar nos estúdios no meio de uma gravação. Dizia que não tinha visto a luz vermelha indicando que a entrada era proibida. Stevie pedia para que alguém mais próximo descrevesse como era a roupa que determinado músico estava usando. Depois, aproximava-se do infeliz e descrevia cada detalhe da vestimenta. Na adolescência, já com os hormônios em ebulição, Wonder se fartou de tocar os seios das funcionárias da companhia - depois, na maior cara-de-pau, pedia desculpas pela indiscrição.


A mesma coisa aconteceu com o trabalho seguinte, Comfort Eagle, que trouxe uma dosezinha de elementos eletrônicos, como em "Meanwhile, Rick James...". Mas isso não tirou as levadinhas de guitarra que botam a gente pra dançar e trouxe até mais brilho à voz inconfundível de Mc Crea.
ALICE IN CHAINS - Black Gives Way To Blue
JULIETTE LEWIS - Terra Incognita
:: ROLÊ DE METRÔ - VOL. IV ::
Rage Agreste
– Por Marco Souza –
"...uma mistura de indie-rock com eletro e um tiquinho assim
desse tamanin assim de carimbó."
– Wallace
A primeira vez que ouvi esses negos ao vivo, meados de 2002 ou 2003 em Bauru-SP, logo pensei "porra! esses caras são o Rage Against do sertão!" o que influênciou para logo batizar minha banda cover da Rage. Pegada nervosa misturando guitarra, flauta, percursão e sons eletrônicos. Tudo ali idealizado e executado pelos, como eles se definiram, "7 cabeças chatas" do Ceará.
O disco em questão, produção independente do próprio SoulZé e primeiro trabalho da banda, logo mostra ao que a rapaziada veio: misturar da melhor forma possível rock, funk, ritmos brazileiros, groove, eletrônico e "outras pilantragens". Apesar da boa produção do disco, ele não faz jus ao choque de escutá-los ao vivo, como também é o caso do Móveis Coloniais de Acajú.

Soulzé já tem 12 anos de trabalho e (para minha surpresa) é pouco conhecido no meio musical. Nasceu com o boom do movimento manguebeat liderada por Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Eddie e cia.
Vamos ao disco. Porradaria com percursão, distorção regional e scracths em Mandacaru, segunda faixa, já demonstra o cuidado que eles tem na construção da textura sonora. Uma Tocaia cresce até se transformar em Arrancando Estaca, um dos pontos altos do CD, instrumental nervoso com mix de Tom Morello e Lúcio Maia. "Eu vou mostrar pra vocês como se dança o Baião e quem quiser aprender é favor prestar atenção" Abre a roda pra um baião com direito a porradaria. O clima de ficção científica encontra o drum'n'bass e dá as caras em O Encontro Insólio De Soulzé Com Et Abbdia, sampleando uma gravação (genial!) sobre a divulgação de um caso de experiências genéticas feitas por alienígenas nos moradores da cidade de Quixadá, interior do Ceará. De praxe não poderia faltar um samba-rock(-funk), a faixa de protesto País Nordestino. Até riff grudento encontramos em Pagode Russo. E músicas como De Quem É Essa Terra ainda agrada àqueles que procuram mais peso.
Há algum tempo procuro por shows, discos e mp3s da banda e não tenho sucesso. Lembrei que no show de Bauru um amigo comprou o CD e pedi pra ele ripá-lo. Raridade de qualidade. Um dos grande álbuns nacionais da década.

DOWNLOAD - 16 músicas - 70 MB
A maior banda de rock deste post
Em resumo; 19 anos depois de começar a tocar, o Pearl Jam fez (mais) um disco perfeito pra quem não conhece a banda começar a ouvi-la. Não é nada a toa que eles tem uma legião de fãs também bem rara na bagunça da música popular planetária. Um disco de 36 minutos — o mais curto da trajetória deles — que parece ter sido feito por um bando de moleques na urgência de pegar seu lugar no sol. Um disco tão bom que até legitima um clichê destes!.jpg)
BRENDAN BENSON - My Old Familiar Friend
MUSE - The Resistance
SONDRE LERCHE - Heartbeat Radio
MUTANTES - Haih... ou Amortecedor
Nos idos de 2001, quando lançaram White Blood Cells, o White Stripes estava prestes a dar um salto: de banda local a fenômeno global. Em Detroit, no Michigan, terra natal da Motown, da General Motors e do MC5, o duo já vinha ganhando uma certa notoriedade desde 1997, tocando seu primário e rústico rock garageiro em pubs locais hoje antológicos como o extinto The Gold Dollar. O grande chamariz era, é claro, a formação pouco usual: os White Stripes não eram de fato uma banda completa, mas um casalzinho, cujas misteriosas relações a imprensa mexeriqueira não parou de investigar. 
A imprensa mundial judiou bastante da pequena Meg, sempre descrita como uma batera tosqueira. Sua óbvia limitação técnica, porém, em nada prejudica a interação quase instintiva do casal, que mesmo depois do desquite permaneceu musicalmente muito bem transado. A evolução de Meg através dos anos também é notável - e longe vão os tempos em que Jack, nos primeiros shows de Detroit, falava ao microfone, na maior cara-de-pau e sacanagem, "tem alguém aí que saiba tocar bateria? I need a new drummer!" Eu, que nunca fui de ficar pagando pau pros bateristas punheteiros ao estilo do Rush ou do Dream Theather, acho a Meg eficiente, simpática e gracinha - e precisa de mais? Sem falar que, como disse o Lúcio Ribeito, "a estilosa Meg nem toca tão bem assim; mas não precisa. Jack toca por ela, pelo baixista que não existe e por mais um time de guitarristas que não há, tamanha a habilidade e velocidade em levar o som do White Stripes do blues ao rock ao punk ao country em uma canção".
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Se Mick Jagger, Keith Richards e Win Butler (Arcade Fire) se sentassem em um boteco para lamentar da vida, poderiam parir algo tão belo como “Satellite Skin”. Dylan e seu bandolin respingariam na canção seguinte, “Guilty Cocker Spaniels” (excelente nome de música, por sinal), como se tivessem ido a um show de free jazz e acordassem na ressaca do vislumbre. Thruston Moore vomitaria as guitarras em “The Whale Song” e Jack White teria inveja do timbre do riff que explode aos três minutos de “King Rat”. Pois é como se fosse essa salada hipotética de retalhos sonoros que “No One’s First, You’re Next”, EPzinho delícia do Modest Mouse, desce macio e reanima o bom ouvintindie.
Feito basicamente com as sobras dos álbuns anteriores (Good People Who Loves Bad News e We Were Dead before the Ship Even Sank), esse álbum mostra, como já disse o sábio Mininão, que dá, sim pra conhecer e amar uma banda só pelos B-Sides. Longe de parecer um amontoado de canções sem rumo, No One’s First mostra todas as pontas de um iceberg criativo que vai do folk psicodélico ao pop gostoso e fácil até chegar à influência inegável de Seattle, cidade onde a banda deu seus primeiros passos e que marcou o gene da Modest Mouse de forma indelével.
Formada no início dos anos 90, a banda é um híbrido dos mais bacanas a fazer a ponte da era grunge ao rock 00 passando pela psicodelia e o pós-punk. Pra completar, ganhou em sua formação ninguém menos que Johnny Marr, ex-Smiths, para um tempero extra da salada. Será que deu pra entender? Vixe, tá parecendo papo de bêbado, acho melhor deixar vocês ouvirem logo.
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REGINA SPEKTOR - Far
AKRON FAMILY - Set 'Em Wild, Set 'Em Free